Os 10 maiores conglomerados de mídia do Brasil

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Organizações Globo

Com 383 veículos, sendo 69 próprios, as Organizações Globo se destacam como o principal conglomerado do Sistema Central de Mídia do Brasil. São 40 grupos afiliados que juntos detêm 111 emissoras de TV, 168 rádios comerciais, uma rádio comunitária, 37 jornais, 27 revistas, 9 operadoras de TV a cabo, 10 de MMDS, 1 de DTH, 2 canais TVA e 17 programadoras de TV por assinatura.

Em termos percentuais, o grupo carioca, controlado pela família Marinho, distribui conteúdo para 26% das geradoras de televisão, 4% das rádios e 3,6% dos jornais do país. Além disso, controla a maior rede de televisão do Brasil e três de rádio, entre elas a maior de rádio AM e a maior de rádio FM, e um sistema de retransmissão de televisão com 3.305 estações, ou 33% da base instalada.

Grupo Sílvio Santos

O segundo maior conglomerado de comunicação do Brasil em termos de número de empresas possui relação com 195 veículos. São 58 emissoras de televisão, 112 rádios comerciais, uma rádio comunitária, 12 jornais e uma operadora de TV a cabo, 10 de MMDS e uma de DTH. Ou seja, representa 14% do total de emissoras de TV, 3% da base de rádios e 1% dos jornais. Controla o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) e a segunda maior malha de distribuição de conteúdo. São 1.441 retransmissoras de televisão, ou 14% da base instalada.
Ao contrário de outros líderes do Sistema Central de Mídia, o grupo Sílvio Santos possui apenas 10 veículos próprios, sendo todas emissoras de TV. O reduzido controle direto de veículos e a nula diversificação de mídias faz o conglomerado paulista uma exceção entre os principais integrantes do SCM, que costumam investir na concentração diagonal.

Bandeirantes

Conglomerado essencialmente ligado à comunicação social eletrônica, em nível nacional o grupo Bandeirantes é o maior controlador direto de rádios. Ao todo são 23 emissoras.

A forte presença no rádio é resultado do investimento de uma família que não era originária do mercado de mídia impressa. Tudo começou em 1948, quando João Saad colocou no ar a Rádio Bandeirantes. Apostando no jornalismo, a programação da emissora tinha na . O número é bastante significativo considerando que dos 190 veículos com relação direta ou indireta, 47 são próprios. Isso o transforma no terceiro maior grupo nacional com a quarta maior rede de televisão. Em termos gerais, são 45 emissoras de TV, 117 rádios comerciais, 12 jornais, 13 operadoras de TV a cabo, uma de MMDS e duas programadoras de TV por assinatura. Ou seja, representa 10,6% do total de emissoras de TV, 3% da base de rádios e 1% dos jornais. Controla duas redes de televisão – Band e PlayTV – e três de rádio – Band News FM, Band Sat (AM), e Band FM. Sua malha de retransmissão de televisão conta com 1.209 (Band) e 17 (PlayTV) estações, ou 12% da base instalada.
66 O grupo gaúcho RBS possui 28 emissoras de rádio, mas opera somente em dois estados.

Igreja Universal do Reino de Deus

Único integrante do Sistema Central de Mídia controlado por uma organização religiosa, o conglomerado Igreja Universal do Reino de Deus possui relação com 34 grupos que controlam 156 veículos em todas as unidades da federação. São 49 emissoras de televisão, 98 rádios comerciais e 9 jornais. Números que representam 12% do total de emissoras de TV, 2,5% da base de rádios e 0,8% dos jornais. Sob seu controle direto estão 27 veículos, dos quais 18 são emissoras de TV, 7 rádios e 2 jornais.
Em termos financeiros, é o segundo maior conglomerado de mídia do Brasil. Em termos quantitativos, lidera a terceira maior rede de televisão, além de outras duas de TV (Família e Record News) e uma rede de rádio FM (Aleluia). É o quinto maior grupo privado em termos de propriedade de veículos. Suas três redes de televisão estão vinculadas a 981 retransmissoras, representando 10% da base instalada. Apesar de não controlar operadoras de TV por assinatura, distribui a programação de suas redes para empresas do setor.

Governo Federal

O ingresso do Governo Federal no Sistema Central de Mídia é relativamente recente. Ocorreu a partir de 2006, quando se inicia o processo de fusão de suas empresas de comunicação e é estabelecida a meta de instalar uma rede nacional de televisão. Isso fez com que o conglomerado estatal ultrapassasse diversos grupos privados de mídia. Hoje, ocupa a quinta posição entre os grupos de comunicação e sua rede, ainda em fase de instalação, já é a quinta maior do Brasil. Seus 12 grupos afiliados controlam ao todo 95 veículos. São 18 emissoras de TV, 76 rádios e um jornal. Percentualmente, isso significa 4% do total de televisões, 2% das estações de rádio e 0,1% dos jornais. Em seu subsistema de retransmissão aparecem 323 estações, apenas 3% da base instalada.
Entre seus afiliados, predominam organizações governamentais em nível estadual. Possui relações com os governos de Minas Gerais, Alagoas, Sergipe, Paraná, Ceará, Bahia e Amazonas. Ao mesmo tempo, mantém vínculos com duas igrejas (Assembleia de Deus e Renascer em Cristo) e dois grupos privados (Sistema Jornal e TV Leste). Dos 95 veículos associados, 46 são de controle direto, sendo alguns deles ligados às instituições federais de ensino superior. São cinco televisões, nove rádios FM, 17 AM, oito OC e sete OT. Parte deste patrimônio é oriundo da Radiobrás – Empresa Brasileira de Comunicação – e da Acerp – Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto -, fundidas, em 2007, para a criação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

PARA SABER MAIS ACESSE: http://donosdamidia.com.br/media/documentos/DissertaSCM_RevFinal.pdf

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