Ainda somos escravos?

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Por: Fernanda Rossi

John Lennon disse certa vez que “a mulher é o negro do mundo. A mulher é a escrava dos escravos. Se ela tenta ser livre, tu dizes que ela não te ama. Se ela pensa, tu dizes que ela quer ser homem.” Esta frase me levou na pensar na escravidão do mundo, lembrei de que a Bíblia diz que somos escravos do pecado, a psicologia que somos escravos de nossos impulsos, a publicidade que somos escravos da mídia, os relacionamentos que somos escravos de um tal jeito certo de amar, o trabalho de que precisamos dele para viver, e assim vai por uma lista interminável que nos mostra que não somos na verdade donos de nós mesmos. É uma afirmação incômoda. Entretanto, realista.

Num mundo com tantas possibilidades, numa era em que rapidamente estamos conectados com tudo e com todos que queremos, em que o saber é tão aberto, a sensação de liberdade é imensa. Mas será real?

Há uma moda dita como adequada, há a rede social dita como melhor, há a escola mais prestigiada, o jornal mais lido, os lugares mais Pops, a turma mais VIP, e não fazer parte destes grupos nos leva a uma sensação de deslocamento. Podemos escolher outras coisas, mas somos respeitados quando o fazemos?

Sinceramente creio que não. Quem esta à volta, em geral, nos diz o que seria melhor no vestir, no falar, enfim no agir.

Ser escravo é não ser dono de suas próprias vontades. É ter que obedecer ao desejo do outro. E este outro pode ser aquele que mora dentro de nós, o seu ego, que está tão ligado a conceitos e preconceitos com os quais foi criado (pela família e sociedade) que não consegue pensar sozinho. Que a capacidade de analisar o por quê de seus atos fica limitada a resposta que adolescentes dão: “todo mundo faz”, “todo mundo vai”. E que os pais respondem (pelo menos os meus respondiam): “e é o que você quer?”.

Esta pergunta é importantíssima.  Entender e respeitar o que você quer, é que faz toda a diferença. Criticas virão de qualquer jeito – sempre alguém terá uma ideia dita como melhor –  contudo, se for para errar que se erre por algo que você vê sentido, por algo que realmente quer e acredita! Alias, ser maduro é isto: escolher por si mesmo e se responsabilizar pelas conseqüências, sejam elas quais forem.

Fonte: http://blogs.odiario.com/fernandarossi

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