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A ditadura do relógio

ImagemPor George Woodcock
Em A Rejeição da Política (1972)

Não há nada que diferencie tanto a sociedade Ocidental de nossos dias das sociedades mais antigas da Europa e do Oriente do que o conceito de tempo. Tanto para os antigos gregos e chineses quanto para os nômades árabes ou para o peão mexicano de hoje, o tempo é representado pelos processos cíclicos da natureza, pela sucessão dos dias e das noites, pela passagem das estações. Os nômades e os fazendeiros costumavam medir – e ainda hoje o fazem – seu dia do amanhecer até o crepúsculo e os anos em termos de tempo de plantar e de colher, das folhas que caem e do gelo derretendo nos lagos e rios. O homem do campo trabalhava em harmonia com os elementos, como um artesão, durante tanto tempo quanto julgasse necessário.

O tempo era visto como um processo natural de mudança e os homens não se preocupavam em medi-lo com exatidão. Por essa razão, civilizações que eram altamente desenvolvidas sob outros aspectos dispunham de meios bastante primitivos para medir o tempo: a ampulheta cheia que escorria, o relógio de sol inútil num dia sombrio, a vela ou lâmpada onde o resto de óleo ou cera que permanecia sem queimar indicava as horas. Todos esses dispositivos forneciam medidas aproximadas de tempo e tornavam-se muitas vezes falhos pelas condições do clima ou pela inabilidade daqueles que os manipulavam. Em nenhum lugar do mundo antigo ou da Idade Media, havia mais do que uma pequeníssima minoria de homens que se preocupassem realmente em medir o tempo em termos de exatidão matemática.

O homem ocidental civilizado, entretanto, vive num mundo que gira de acordo com os símbolos mecânicos e matemáticos das horas marcadas pelo relógio. É ele que vai determinar seus movimentos e dificultar suas ações. O relógio transformou o tempo, transformando-o de um processo natural em uma mercadoria que pode ser comprada, vendida e medida como um sabonete ou um punhado de passas de uvas. E, pelo simples falo de que, se não houvesse um meio para marcar as horas com cuidado, o capitalismo industrial nunca poderia ter se desenvolvido, nem teria continuado a explorar os trabalhadores, o relógio representa um elemento de ditadura mecânica na vida do homem moderno, mais poderoso do que qualquer outro explorador isolado ou do que qualquer outra máquina. Vale a pena, portanto, traçar o processo histórico através do qual o relógio influenciou o desenvolvimento social da moderna civilização européia.

Na história acontece frequentemente que uma civilização ou uma cultura criem o instrumento que será mais tarde utilizado para destruí-la. Os antigos chineses, por exemplo, inventaram a pólvora, que foi depois aperfeiçoada pelos pesquisadores militares do Ocidente, o que eventualmente levou à destruição da própria civilização chinesa pelos poderosos explosivos utilizados na guerra moderna. Da mesma forma, a suprema realização dos artesãos das cidades medievais da Europa foi a invenção do relógio que, ao provocar uma mudança revolucionária no conceito de tempo, contribuiu materialmente para a morte da Idade Média.

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15 coisas que você não sabia sobre “DESINFORMAÇÃO”

Texto adaptado do livro:

DESINFORMAÇÃO COMO OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO OCULTAM O MUNDO – PASCUAL SERRANO (clique aqui para fazer o download).

Por hábito, ou por preguiça intelectual, continuamos pensando que a censura só é exercida pelos governos autoritários, as ditaduras que praticam na de forma ostensiva, muito visível, amputando, proibindo, cortando, suprimindo, truncando, cerceando. Em resumo, mutilando e deixando uma obra, ou informação, castrada e desmembrada. Negamo-nos a pensar no problema de saber como funciona  a censura na democracia. Partimos do princípio de que a censura é própria da ditadura, e não da democracia. Quando, na realidade, há que se partir do princípio de que a censura é própria do poder, de todo poder.

É necessário que se pergunte quais são os mecanismos da censura na democracia. Porque o que é óbvio é que a censura já não funciona por restrição, por amputação ou por supressão, como nos países onde se mata ou se aprisiona jornalistas, ou se fecha um jornal, ou são cortadas as notícias etc.

Nas grandes democracias desenvolvidas, com vexatórias exceções, isto praticamente já não acontece. O que ocorre sim, é que há muita informação que não circula, porque há superinformação. E há tanta que a própria informação nos impede – como um biombo ou uma barreira – de acessar a informação que nos interessa.

Family Watching TV Together

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O príncipe de Maquiavel

O Príncipe foi escrito em 1513 por Nicolau Maquiavel, na época dedicado à Lourenço, Duque de Urbino – Itália.

A leitura deste livro é indispensável, pois mostra como funciona a mente de muitos de nossos governantes, e que apesar de passados 500 anos ainda continua muito atual. Provavelmente a maioria dos políticos já leram esse livro.

No transcorrer da leitura, o leitor entenderá o sentido da palavra “maquiavélico”, pois verá que Maquiavel propõe absolutamente todas as medidas para um governante se manter no poder.

CLIQUE AQUI E FAÇA O DOWNLOAD DO EBOOK DO LIVRO

ALGUNS PONTOS IMPORTANTES DO LIVRO

“A um príncipe é necessário ter o povo a seu lado e que de outro modo ele sucumbirá às adversidades.”

“Por isso, um príncipe cauteloso deve conceber um modo pelo qual os seus cidadãos, sempre e em qualquer situação, percebam que ele e o Estado lhes são indispensáveis. Só então aqueles ser-lhe-ão sempre fiéis.”

“Ora, um homem que de profissão queira fazer-se permanentemente bom não poderá evitar a sua ruína, cercado de tantos que bons não são. Assim, é necessário a um príncipe que deseja manter-se príncipe aprender a não usar [apenas] a bondade, praticando-a ou não de acordo com as injunções.”

“uma vez que gastar o que é de outros não abaterá o teu prestígio, mas o roborará.”

” Portanto, há mais prudência em ater-se à reputação de miserável, que engendra uma infâmia que não te faz execrado, do que, ao pretender a fama de liberal, incorrer inevitavelmente na de rapinante, que engendra uma infâmia que te faz odiado.”

“Nasce daí o debate: se é melhor ser amado que temido ou o inverso. Dizem que o ideal seria viver-se em ambas as condições, mas, visto que é difícil acordá-las entre si, muito mais seguro é fazer-se temido que amado, quando se tem de renunciar a uma das duas.”

“E se os homens têm menos receio de conspirar contra aquele que se faz estimar que contra aquele que se faz temer é porque a estima mantém-se mercê de um compromisso [ético], o qual, por serem os homens perversos, sempre vê-se rompido em favor de interesses pessoais, ao passo que o temor está assente sobre um medo de punição que não os abandona jamais.”

“…a experiência nos faz ver que, neste nossos tempos, os príncipes que mais se destacaram pouco se preocuparam em honrar as suas  promessas; que, além disso, eles souberam, com astúcia, ludibriar a opinião pública, e que por fim ainda lograram vantagens sobre aqueles que basearam as suas condutas na lealdade.”

“Assim, devemos saber que existem dois modos de combater: um, com as leis; o outro, com a força.”

“Aliás, razões jamais faltam a um príncipe para fundamentar o descumprimento das suas promessas.”

“Ademais, são tão simples os homens e tão simplesmente eles conformam-se às exigências do seu presente, que aquele que sabe enganar encontra sempre um outro que, justamente, se deixa enganar.”

“Não é necessário possuir todas as qualidades; é necessário porém, e muito, que pareça possui-las.”

“Porquanto frequentemente, para conservar-se no poder, terá de agir contra a sua palavra e contra os preceitos de caridade, contra os da humanidade e contra os da religião.”

“Nada é mais importante de parecer ser religioso.”

“Os homens de um modo geral, julgam mais pela visão do que pelo tato, uma vez que todos podem facilmente ver; mas somente uns poucos sentir.”

“Poucos tem o sentido do que realmente de fato és, e estes poucos não ousam contrapor-se à opinião dos muitos, que contam, em sua defesa, com a majestade do Estado.”

“De resto, pouco contam as minorias quando as maiorias têm onde se apoiar.”

“Aliás os Estados bem governados e os príncipes prudentes sempre cuidaram para não levar o desespero aos grandes e para agradar e contentar o povo, esta que é uma das mais importantes tarefas que incumbem a um soberano.”

“Além disso, nos períodos mais propícios do ano, ele deverá recrear a população com festas e espetáculos.”

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MANUAL PRÁTICO DA DELINQUÊNCIA JUVENIL

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MANUAL PRÁTICO DA DELINQUÊNCIA JUVENIL VOL 1: http://www.4shared.com/office/pcjfkziH/manual_pratico_vol1.html

MANUAL PRÁTICO DA DELINQUÊNCIA JUVENIL VOL 2:
http://www.4shared.com/office/BmW6b31-/manual_pratico_vol2.html

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A desobediência civil

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Desobediência civil é uma forma de protesto a um poder político (seja o Estado ou não), geralmente visto como opressor pelos desobedientes. É um conceito formulado originalmente por Henry David Thoreau e aplicado com sucesso por Mahatma Gandhi no processo de independência da Índia e do Paquistão.

Segue o link para download desse maravilhoso livro: http://www.4shared.com/office/SjqY0ujy/Henri_Thoreau-Desobedincia_civ.html

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De todos os fogos o fogo

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O crime contra a Imaginação Pública cometido pela Prefeitura Municipal de Curitiba voltou nessa
semana a ser assunto entre os delinqüentes. Começaram a instalar as malditas propagandas luminosas no ponto
de ônibus da kitnete. Os filhos da puta privatizaram os pontos de ônibus.
Agora você chega na janela e o negócio ta lá, impondo-se no escuro da noite. A Sabotagem Publicitária
acabou voltando à nossa pauta de negociações. Fábio demonstrou ser o mais obstinado de todos.

– Aquela viagem de cimentar a calçada foi Intervenção Urbana, não Sabotagem Publicitária.
– Ah, mas foi massa.
– Eu sei, mas nós temos que atacar é esses abusos como o ali de fora.
Jean e Vinícius não estavam nem ai pra conversa, só davam risadas e azaravam.
– Tem que tacar pedras nessas porras!
– Fuder com tudo! Meter fogo.
Sérgio está concluindo mais uma série de trabalhos artísticos, os primeiros de sua fase na
delinqüência. Dá pra ver que mudou muito o estilo. Ultimamente ele anda completamente envolvido com o
processo criativo. Entusiasmado mesmo.
– E não tá nada pronto, só estará pronto quando tudo estiver no seu lugar.
– Que lugar?
– O mundo. A vida. As pessoas.
– Não viaja…

Por fim Jean e Vinícius acabaram se interessando pelo assunto e começaram a tramar seriamente
alguma coisa. Quer dizer, o mais sério possível tratando-se de nós. Jean anda lendo o Clube da Luta do Chuck
Palahniuk e tendo uns planos incendiários.

– Queria experimentar aquelas misturas caseiras, tipo gasolina com coca ligth.
– E será que funciona?
– Pois é! Eu queria testar a parada.

Conversa vai e conversa vem e dos pontos de ônibus privatizados acabou-se chegando ao velho e bom
plano de botar fogo em algum out-door. Antigamente o cagaço sempre vencia, só que agora estamos
irremediavelmente viciados em cagaços.

As idéias logo começaram a brotar.
– Agente joga gasolina. Chegamos por trás do out-door. Com toda a calma do mundo. Escalamos e
vamos derramando gasolina, até encharcar.

Fábio parecia confiante e metódico, era dele principalmente o sonho de queimar um out-door.
– Pode crê! Litros e litros de gasolina.
– Só! Na frente e atrás.
– Nossa o negócio vai queimar pra caraaaaalho!
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Tá vendo aquela calçada ali seu moço? Escrevi meu poema lá

sonhos
Muitas pessoas afirmam que tentar passar uma mensagem sem se importar com os meios é um crime.

Argumentam isso toda vez que invadimos casas ou qualquer outro espaço privado para fazermos nossos Terrorismos Poéticos. Concordaria com esses argumentos se não existissem tantos out-doors poluindo nosso campo de visão.
Se for assim, então socar propaganda goela baixo também é crime. Uma vez definido isso começamos então a nos entender.

Partindo desse ponto de vista, o que a Prefeitura de Curitiba fez, ao privatizar os pontos de ônibus, é crime.
Crime contra a Imaginação Pública, entupindo a cidade de propaganda. Os pontos agora possuem um enorme e luminoso painel publicitário, que além da poluição visual, ainda atrapalha a passagem de pedestres. Não adianta,
pedestre sempre se fode. Na kitinete dos Delinqüentes, aquele antro de inconformados, a indignação quanto à isso foi grande.
– É muita sacanagem, ponto de ônibus é um lugar público – Vinícius é o mais indignado.
– Ainda se fossem informações úteis…
– É, um mapa da cidade ou alguma coisa do tipo.
– Mas não, é só telefones celulares, concessionárias
de veículos e etc.
Agora uma pergunta, que é mais terrorista, nós que invadimos casas pra expor nossos quadros ou eles que invadem nosso cotidiano pra nos convencer de mentiras, induzir-nos a falsas necessidades?
Óbvio, chegamos à conclusão que são eles, pois ganham dinheiro com isso. Perto deles invadir casas não é nada. Jean começou a contar que as principais técnicas de propaganda usadas hoje em dia foram criadas e testadas
pelos nazistas.
– Disso ninguém fala.

Concluímos que nosso próximo ataque deveria ser em relação à isso, retomada do espaço urbano, sabotagem publicitária, enfim, mais uma ação de Terrorismo Poético.

Vinicius parecia ser o mais inspirado.

– Se você analizar bem, as cidades estão organizadas de modo a nos condicionar a pensar de um certo modo, a fazermos somente certas coisas e nos comportarmos de uma certa maneira.

– Tudo bem, muito bonito esse discurso, mas e daí?

– Vamos bolar algo, injetar uns vírus nesse sistema
condicionante.

Ficamos nessa uma cara, viajando nas possibilidades, porém com mil críticas e nada prático e concreto para fazermos. Jean e Fabio quase fundiram os cérebros
pensando em algo. Nessas horas parece que o descaso resolve. Sérgio, que não estava nem aí pra bagaça, foi quem trouxe a solução. Logo ele, que ainda estava curtindo o sucesso de sua idéia concretizada, o cara que sumiu pela
privada.

Mas não curtiu que o cara se chamasse Jesus Cristo.

– Muito clichê.

Mas tudo bem, agora são águas passadas e nada nos
impede de reutilizarmos a idéia outra vez, sem equívocos.

– Quero escrever poemas.

– Ué, escreve, ninguém está te impedindo.

– É, escreve. – A galera não perdoa, é sarcástica
mesmo.

– Mas eu queria eternizá-los
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A guerra e a paz de Pierre Joseph Proudhon – Livro

proudhon
Segundo Pierre Joseph Proudhon, por que os homens deixariam de fazer a guerra, quando seu pensamento está repleto dela? Quando seu entendimento, sua imaginação, sua dialética, sua indústria, sua religião, suas artes, relacionam-se com ela, quando tudo, neles e em torno deles, é oposição, contradição, antagonismo? Mas eis que, diante da guerra, ergue-se uma divindade não menos misteriosa, não menos venerada pelos mortais, a PAZ. A ideia de uma paz universal é tão velha na consciência das nações, tão categórica quanto a da guerra.

Baixar o Livro: http://www.anarquista.net/a-guerra-e-a-paz-de-pierre-joseph-proudhon-livro/

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Modelos de Protestos não Violentos, retirado do Livro do Gene Sharp, Da Ditadura a Democracia.

Modelos de Protestos não Violentos, retirado do Livro do Gene Sharp, Da Ditadura a Democracia.

Pros colegas que estão envolvidos em protestos e demais interessados!
Por favor compartilharem!!!
E para quem acha que não existem soluções individuais ou de pequenos grupo, aí está uma relação extensa de varias formas de se manifestar… São 198 tipos de protestos.

OS MÉTODOS DE AÇÃO NÃO VIOLENTA

OS MÉTODOS DE PROTESTO NÃO VIOLENTOS E PERSUASÃO

Declarações formais

1. Discursos públicos
2. Cartas de oposição ou de apoio
3. Declarações de organizações e instituições
4. Declarações públicas assinadas
5. Declarações da acusação e de intenção
6. Comunicações de petições em Grupo ou em massa

Comunicação com uma audiência mais ampla

7. Slogans, caricaturas e símbolos
8. Banners, cartazes e comunicações exibidas
9. Folhetos, panfletos e livros
10. Jornais e revistas
11. Discos, rádio e televisão
12. Escritas com fumaça no céu ou na terra

Representações em grupo

13. Delegações
14. Prêmios satíricos
15. Grupos de lobby
16. Piquetes
17. Simulacros de eleições

Atos públicos simbólicos

18. Exibição de bandeiras e cores simbólicas
19. Uso de símbolos
20. Oração e culto
21. Entrega de objetos simbólicos
22. Nudez em protesto
23. Destruição de propriedade própria
24. Luzes simbólicas
25. Mostra de retratos
26. Pintura como forma de protesto
27. Novos sinais e nomes
28. Sons simbólicos
29. Reclamações simbólicas
30. Gestos rudes

Pressões sobre os indivíduos

31. “Atormentar” funcionários
32. “Insultar” funcionários
33. confraternização
34. Vigílias

Teatro e música

35. Sketches cômicos e brincadeiras
36. Desempenho de jogos e música
37. Canto

Procissões

38. Marchas
39. Desfiles
40. Procissões religiosas
41. Peregrinações
42. Cortejos

Homenagem aos mortos

43. Luto Político
44. Simulacros de funerais
45. Funerais demonstrativos
46. Peregrinação a locais de sepultamento

Assembleias públicas

47. Assembleias de protesto ou de apoio
48. Reuniões de protesto
49. Reuniões camufladas de protesto
50. Invasões de aulas

Retirada e renúncia

51. Abandono de recinto
52. Silêncio
53. Renúncias a homenagens 55
54. Virar as costas

MÉTODOS DE NÃO COOPERAÇÃO SOCIAL

Ostracismo de pessoas

55. boicote Social
56. Boicote social seletivo
57. greve de sexo
58. Excomunhão
59. Interdições

Não cooperação com os eventos sociais, costumes e instituições

60. Suspensão de atividades sociais e esportivas
61. Boicote a assuntos sociais
62. Greve estudantil
63. Desobediência Social
64. Retirada de instituições sociais

Retirada do sistema social

65. Permanência em casa
66. Não-cooperação pessoal total
67. Fuga de trabalhadores
68. Santuário
69. Desaparecimento coletivo
70. Emigração em protesto (hegira)

OS MÉTODOS DE NÃO COOPERAÇÃO ECONÔMICA:

(1) BOICOTES ECONÔMICOS

Ação por parte de consumidores

71. boicote de consumidores
72. Não-consumo de mercadorias boicotadas
73. Política de austeridade
74. Retenção de aluguel
75. Recusa de alugar
76. boicote nacional de consumidores
77. Boicote internacional de consumidores

Ação por parte dos trabalhadores e produtores

78. Boicote de Trabalhadores
79. Boicote de produtores 56

Ações por intermediários

80. Boicote de Fornecedores e manipuladores

Ação de proprietários e gerentes

81. Boicote de negociadores
82. Recusa a alugar ou vender imóveis
83. Locaute
84. Recusa de assistência industrial
85. “Greve geral” de comerciantes

Ação por parte dos titulares de recursos financeiros

86. Retirada de depósitos bancários
87. Recusa de pagamento de taxas, encargos e multas
88. Recusa de pagamento de dívidas ou de juros
89. Corte de fundos e de crédito
90. Recusa da receita
91. Recusa de dinheiro de um governo

Ação de governos

92. Embargo Doméstico
93. “Lista negra” de comerciantes
94. Embargo de vendedores internacionais
95. Embargo de compradores internacionais
96. Embargo de comércio internacional

OS MÉTODOS DE NÃO COOPERAÇÃO ECONÔMICA:

(2) GREVE

Greves simbólicas

97. greve de protesto
98. Paralização rápida (greve relâmpago)

Greves agrícolas

99. Greve de camponeses
100. Greve de trabalhadores agrícolas

Greves de grupos especiais

101. Recusa de trabalho impresso
102. Greve de prisioneiros
103. Greve de Artesãos
104. Greve Profissional57

Greves industriais comuns

105. Greve de Estabelecimento
106. Greve de Indústria
107. Greve de Simpatia

Greves restritas

108. Greve detalhada
109. Greve de recusa
110. Operação tartaruga
111. Operação padrão
112. Informe de “doença”
113. Greve por demissão
114. greve limitada
115. greve seletiva

Greves multi-industriais

116. greve generalizada
117. Greve geral

Combinações de greves e fechamentos econômicos

118. Hartal (fechamento geral)
119. Desligamento Econômico

MÉTODOS DE NÃO COOPERAÇÃO POLÍTICA

rejeição da autoridade

120. Retirada ou contingenciamento de fidelidade
121. Recusa de apoio público
122. Literatura e discursos defendendo a resistência

Não-cooperação dos cidadãos com o governo

123. Boicote de corpos legislativos
124. Boicote às eleições
125. Boicote de emprego e cargos no governo
126. Boicote aos departamentos governamentais, agências e outros órgãos
127. Retirada de instituições de ensino governamentais
128. Boicote de organizações apoiadas pelo governo
129. Recusa de assistência aos agentes da lei
130. Remoção de sinais próprios e marcadores
131. Recusa em aceitar funcionários nomeados 58
132. Recusa a dissolver as instituições existentes

Alternativas dos cidadãos à obediência

133. Respeito relutante e lento
134. Não-obediência na ausência de supervisão direta
135. Não-obediência Popular
136. Desobediência disfarçada
137. Recusa de uma assembleia ou reunião dispersar-se
138. Ocupação sentada
139. Não-cooperação com o serviço militar obrigatório e deportação
140. Ocultação, fuga e identidades falsas
141. Desobediência civil a leis “ilegítimas”

Ação de funcionários do governo

142. Recusa seletiva de assistência por assessores do governo
143. Bloqueio de linhas de comando e informações
144. Retardamento e obstrução
145. não-cooperação administrativa geral
146. Não-cooperação judiciária
147. Ineficiência deliberada e não-cooperação seletiva de agentes da lei
148. Motim

Ação governamental doméstica

149. Evasões semilegais e atrasos
150. Não-cooperação por unidades governamentais
ação governamental internacional
151. Mudanças na representação diplomática e outras representações
152. Atraso e cancelamento de eventos diplomáticos
153. Retenção do reconhecimento diplomático
154. Rompimento das relações diplomáticas
155. Retirada de organizações internacionais
156. Recusa de participação em organismos internacionais
157. Expulsão de organizações internacionais

OS MÉTODOS DE INTERVENÇAO NÃO VIOLENTA

Intervenção psicológica

158. Auto exposição aos elementos
159. Jejum:
(a) Jejum de pressão moral
(b) Greve de fome
(c) Jejum Satyagrahica
160. Julgamento reverso
161. Assédio não violento

Intervenção física

162. Ocupação sentada
163. Ocupação de pé
164. Ocupação de meios de transporte
165. Ocupação de rios
166. Ocupação de usinas
167. Ocupação rezando
168. Ataques Não violentos
169. Bombardeios aéreos não violentos
170. Invasão não violenta
171. interjeição não violenta
172. Obstrução não violenta
173. Ocupação não violenta

Intervenção social

174. Estabelecimento de novos padrões sociais
175. Sobrecarga de instalações
176. interferência retardatoria
177. Intervenção com discursos
178. Teatro de guerrilha
179. Instituições sociais alternativas
180. Sistema alternativo de comunicação

Intervenção econômica

181. Greve reversa
182. Greve com permanência
183. Ocupação de terra não violenta
184. Desafio a bloqueios
185. Falsificação politicamente motivada
186. Compra preventiva
187. Apreensão de bens
188. Dumping
189. Patrocínio Seletivo 60
190. Mercados alternativos
191. Sistemas de transporte alternativo
192. Instituições econômicas alternativas

Intervenção Política

193. Sobrecarga dos sistemas administrativos
194. Revelação da identidades de agentes secretos
195. Busca de prisão
196. Desobediência civil de leis “neutras”
197. Trabalho sem colaboração
198. Dupla soberania e governo paralelo

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