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Gosta de sair de férias, mas é contra as greves?

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Aproveitando a visibilidade da Copa, muitos trabalhadores entraram em estado de greve. Para alguns trata-se de oportunismo, já eu vejo como um ato de inteligência.

A greve deve ser um ato de pressão, quando feita num momento de grande relevância e visibilidade é um trunfo para os trabalhadores conquistarem as suas reivindicações. Assim aconteceu com os motoristas de ônibus de São Paulo, com os garis da cidade do Rio de Janeiro, com os professores municipais e metroviários de São Paulo, mais outras tantas categorias de trabalhadores no Brasil que resolveram cruzar os braços. Como demonstro no texto, sou sim a favor das greves, a greve deve sim causar transtornos, caso contrário não seria uma forma de pressionar o empresariado ou governo. Logicamente que setores fundamentais como Saúde, Transporte e Segurança devem manter um contingente mínimo de operação, a fim de diminuir o sofrimento daqueles que mais necessitam desses atendimentos.

Já escutei muitas pessoas dizendo, “Ah mas quando a pessoa assinou o contrato ela já sabia quanto ia ganhar”“Poxa, vai fazer greve por quê? Deveriam procurar um emprego melhor, simples assim”. Pessoas que falam dessa forma deveriam abdicar de saírem de férias, do 13º salário, não deveriam receber o fundo de garantia, seguro desemprego, ah e aproveitando rasguem as suas carteiras de  trabalho, pois todas essas e outras conquistas dos trabalhadores foram conquistadas com muitas greves e luta nas ruas.

A classe trabalhadora só obterá sucesso se unindo e se organizado permanentemente com ou sem o auxílio dos sindicatos.

Todo apoio aos grevistas do Brasil.

Por: Kojiro

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Para coronel “Os cidadãos não devem ir à manifestação de hoje.”

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Hoje às 18h no Largo da Batata (São Paulo) ocorrerá o ato Contra a Copa (3º ato contra a Copa – se não tiver transporte – não vai ter Copa).

Apesar de achar que o SLOGAN  do ato não é agregador para a participação popular, visto que a maioria da população é favor da realização da Copa,  inclusive deixo aqui humildemente uma sugestão de SLOGAN:  “Cadê o legado da COPA?”, mas enfim, mesmo assim apoio a manifestação.
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A linda greve dos garis no Rio

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Por: Eduardo Schenberg
Estou comovido de ver, ao menos por alguns instantes, as entranhas da sociedade expostas de maneira tão brutal, tão crua, visceral.Uma simples greve jogou na cara de todos nós a fragilidade dos pilares que aparentemente sustentam uma civilização. Impossibilitou que continuemos a negar que na verdade esta civilização está ruindo, a passos largos, dada sua inconsciência quase que total sobre os processos ecológicos da vida planetária. Jogou na cara também a decrepitude do poder público. Escancarou a esquizofrenia e loucura dos governantes, completamente descolados da realidade. Lindo o sufocamento da elite-conservada-em-formol pela categoria social que mais despreza.
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O cerco a democracia

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Começo esse texto pedindo ajuda à todos que ainda se importam com a democracia, para que façam download de todos os vídeos e fotos que encontrarem na internet do protesto de ontem CONTRA A COPA. Pois muitos vídeos estão sendo  deletados do Youtube sem justificativa.

Ontem dia 22/02, cerca de 2 mil manifestantes participaram do Ato Contra a Copa do Mundo, a manifestação acontecia de forma pacífica (vejam o video que confirma), até começar um princípio de tumulto. Como já sabemos, muitos dos tumultos são causados pela nossa “digníssima” polícia militar para legitimar a repressão policial. Como foi noticiado, haviam cerca de 1000 policiais acompanhando a manifestação, um número que por si só já é um atentado a democracia, pois o intuito é de intimidar as pessoas a participarem das manifestações.

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Dilma diz que Exército pode agir contra manifestações anti-Copa

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“A polícia Federal, a Força Nacional de Segurança, a Polícia Rodoviária Federal, todos os órgãos do governo federal estão prontos e orientados para agir dentro de suas competências e, se e quando for necessário, nós mobilizaremos também as Forças Armadas”, disse.

A declaração da presidente foi dada após um dos jornalistas ter perguntado sobre os atos de vandalismo em protestos espalhados pelo país.

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A morte do cinegrafista era tudo que o governo queria

cinegrafista TV Bandeirantes Santiago Ilídio Andrade

Já faz alguns meses que venho alertando sobre a vulnerabilidade da tática dos black blocs, primeiro de ser fácil a infiltração de P2 nos protestos e segundo que a tática estava afastando a população das manifestações.

É óbvio que o governo vem desde as manifestações de junho de 2013 tramando e esperando o momento certo para criminalizar os movimentos sociais e adeptos de táticas como as dos black blocs. O pior disso tudo é que os manifestantes de modo geral sairão perdendo com a imagem ruim que agora se instalou. Diga-se de passagem, que sempre levamos a fama de vagabundos, playboys, maconheiros e revolucionários de Iphone, mas agora para piorar a mídia está usando toda a sua força para também nos dar a alcunha de terroristas. Inclusive aproveitaram a morte do cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Ilídio Andrade para agora tentar aprovar no congresso uma lei (projeto de lei 499) agressiva contra o terrorismo, nessa lei um simples tumulto pode ser enquadrado como terrorismo, como  tumultos em manifestações são inevitáveis, essa lei por si só visará restringir a liberdade dos cidadãos.

Sem contar também que desde que a situação degringolou, a mídia vem jogando a população contra os manifestantes, estão utilizando a infalível tática dividir para conquistar, e agora já possuem o aval para descer o cassete em qualquer um que quiser se manifestar nas ruas pra reivindicar o que quer que seja.

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O Brasil não é o seu país

Por: Leandro Cruz.

O Brasil é o violento império latino que organiza a exploração da maior parte dos povos e das terra da América do Sul.
O Brasil é uma “Roma do Sul”.
Ele não nos pertence nem nós pertencemos a ele. O Brasil é uma invenção dos donos de escravos.
O Brasil não está nem aí para a Terra que ocupa.
O Brasil não está nem aí para as pessoas que habitam seus domínios.
Amar o Brasil é amar a bota que que nos pisa contra nosso próprio chão.
Nosso continente é habitado há mais de 40 mil anos e o Brasil é só uma doença contraída há poucos séculos.
Com tanta vida, e tanta água e tanta história que tentam apagar, o período de maior grandeza verdadeira de nosso continente foi quando nações e povos autônomos compartilhavam a terra e os recursos.
MAIS AMOR AO PRÓXIMO,
MENOS FANATISMO POR SÍMBOLOS COMO UMA BANDEIRA OU UMA CAMISA.
Os brasileiros tem que se libertar do Brasil.

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Ronaldo e as suas pérolas!

Ronaldo e as suas pérolas!

Sempre falando ou fazendo merda.

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Patrocinadores da copa

Patrocinadores da copa

Patrocinadoras oficiais da Copa.

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O gigante sonha que acordou e pode ser golpeado (ou “Como a Globo virou o jogo”)


Na novela Flor do Caribe, atores globais interpretam caçadores da Força Aerea Brasileira. Seguindo a escola Goebles de propaganda política, a globo tem usado suas novelas para promover a imagem das forças armadas; outro exemplo foi Salve Jorge.
 por Leandro Cruz
Na novela das dezoito horas, Flor do Caribe, a Aeronáutica é mitificada; e adolescentes que sempre dormiram na aula de História (ou não tiveram acesso à educação) tatuam o emblema da cobra fumando em seus bracinhos magrelos. Os militares também apareceram como redentores da sociedade na recém-encerrada novela, Salve Jorge, das 21 horas. Em Salve Jorge, o exército, de modo especial a cavalaria, foi elevado a um patamar inédito no imaginário popular. Foi uma propaganda do tipo “Aliste-se Já!” que durou meses.
Um “golpe branco” (ou mais escuro se for preciso), como plano de contenção vem sendo preparado pelo alto escalão do Exército em parceria com os ruralistas e corporações (dos ramos de energia, comunicação, mineração e armas) conforme atestam, como provas históricas, o artigo da senadora Kátia Abreu (PSD), de outubro de 2011, intitulado “Constituinte em tempos de paz” e o discurso do general Enzo no dia do exército (19 de Abril) de 2012. O general Enzo dizia estar atento à conjuntura e antevendo o que estaria por vir:  “Visualizo tempos desafiadores. O Brasil cada vez mais precisa do seu Exército com capacidade de dissuasão e pronta resposta”, disse há pouco mais de um ano.
Antes disso, irritada com a demora para da tramitação do novo Código (anti)Florestal, a senadora Kátia Abreu escrevia considerar que “Há muita coisa na Constituição que se tornou um obstáculo a uma gestão racional do Estado e ao equilíbrio entre direitos e deveres”. Segundo ela “As ideias dominantes sobre o funcionamento do Estado, da economia e da sociedade no Brasil de 1988 já não existem mais, não servem mais.(…), precisamos de um Estado muito diferente do que foi cristalizado pelas ideias da Constituição brasileira.”
Por que esse grupo planejaria uma ruptura institucional se tais grupos já se encontram no poder, controlando o Senado, determinando a política de terra, energia e até as intervenções militares em terras indígenas? As eleições de 2010 já haviam demonstrado a nascente influência das redes sociais no processo político brasileiro.  Além disso, motivados pela revolta engasgada com as injustiças sociais e a violência policial, jovens do Norte da África e Oriente Médio se mostravam capazes de organizar processos de revolução e insurgência de uma hora para outra. O exemplo poderia se espalhar, como se espalhou, para além do mundo árabe, e a América Latina, com suas mazelas históricas, sempre foi campo fértil para corações rebeldes. É preciso lembrar que o principal fator deflagrador da Meia Revolução Egípcia de 2011 foi a extrema violência e injustiça das ações policiais contra os cidadãos, problema que no Brasil também é endêmico.
É preciso que levemos em conta os planos expansionistas da poderosa bancada ruralista de Kátia Abreu, que sonhava com a aprovação do novo Código Florestal Brasileiro ainda em 2011, o que sabiam que não poderiam fazer sem oposição. Mesmo que a comunidade científica brasileira tenha alertado e tenha desagradado parte da população, a pequena parte que de alguma forma acompanhou os debates sobre esse tema, o Código foi aprovado sem que esse fosse o estopim para um levante civil contra o sistema político falsamente representativo, onde a classe política representa apenas aos seus interesses e aos de seus patrocinadores.
O Brasil perdeu, numa emenda só, 22 milhões de hectares de mata nativa, o equivalente ao estado do Paraná, ou 22 milhões de campos de futebol. Com as novas regras, pessoas que já eram extremamente ricas e donas de áreas enormes, poderão desmatar ainda mais perto de beiras de rios, encostas e etc., prejudicando a todos, já que assim perderemos consequentemente boa parte de nossas nascentes de água, de nossa biodiversidade e da capacidade do planeta de produzir oxigênio, e limpar o ar que a civilização industrial polui. Se uma chuva de bombas nucleares lançado por alguma potência estrangeira tivesse causado tamanho impacto concentrado e de uma só vez, talvez a população do Brasil e do mundo tivesse se chocado e se levantado de fato contra alguém que fizesse uma barbaridade dessas. No entanto, a alienação causada pelo estilo de vida urbano e a televisão, que distrai o povo com outros assuntos menos importantes, foram mais do que suficientes para apaziguar a população.
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