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Quando desistir torna-se um ato de coragem

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Aprendemos desde criança que a persistência é uma grande qualidade a ser desenvolvida e praticada. Quem não se lembra daquele jargão “sou brasileiro e não desisto nunca”?!?

Normalmente o ato de desistir é visto por muitos como uma fraqueza. Mas entendo que em algumas situações pode ser visto sim, como um ato de coragem.

Por exemplo, imagine um casal que tenta por inúmeras vezes reatar um relacionamento conturbado, no começo dá certo, mas em seguida eles acabam terminando, e, assim permanecem nesse ciclo vicioso. Nesse caso é preciso ter coragem para admitir que o relacionamento não está mais dando certo e terminar de fato.
Outro exemplo, é do funcionário que está há anos numa empresa esperando o seu tão sonhado aumento ou promoção, ele se esforça, mas não tem jeito não há espaço para ele, será que não é o momento de se planejar para sair dessa situação e mudar de emprego?

Ás vezes persistimos não por sermos corajosos e destemidos, mas sim, para mascarar/esconder o nosso medo de mudança, aí sim, persistir nesses casos pode ser visto como um ato de covardia e não de coragem.

Por: Kojiro

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O apogeu da covardia: lojas quebradas no Leblon comovem o Rio e o jornalismo, mas os mortos pela PM na Maré já foram esquecidos

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O Rio se comoveu com o quebra-quebra ocorrido no Leblon na virada de 17 para 18 de julho de 2013. Balanço da baderna: depredação de orelhões, placas e 25 lojas.

O Rio não se comoveu com a morte de pelo menos dez pessoas na Maré na noite de 24 e na madrugada de 25 de junho, menos de um mês atrás.

O Rio em questão é o retratado pelo jornalismo mais influente. Danos ao patrimônio no bairro bacana, paraíso onde vivi por tantos anos, receberam muito mais atenção do Estado, dos meios de comunicação e de parcela expressiva da classe média do que a perda de vidas na favela Nova Holanda, no complexo da Maré.
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Coragem e covardia

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Por Adriana Tanese Nogueira:

Como alguém bem disse, ser corajoso não equivale a não ter medo, mas a saber superar o medo a fim de não ser por ele detido. Considero a coragem uma das maiores virtudes humanas. Sem ela, praticamente, nada se faz. Nada que valha.

A coragem é um ímpeto, uma força que faz avançar, colocando na sombra as dúvidas. É também a certeza da necessidade de um gesto, um ato ou uma palavra independentemente de suas consequências. Coragem é enfrentar o que se sabe ser inevitável. Muitas vezes, é preciso coragem até para fazer o bem, assim como é preciso de coragem para pôr em prática idéias, projetos, desejos e sonhos. De que adianta pensar corretamente se o pensamento fica preso no crânio porque falta a coragem para torná-lo realidade? E, igualmente, o que vale um sentimento maravilhoso que permanece enterrado no coração por falta de peito para encará-lo e vivencia-lo? De nada, absolutamente nada.

É pela coragem que tomamos atitudes, rompemos o que precisa ser quebrado, e dizemos sim ou não sem mais demoras. Muitas vidas são passadas atravancadas em terrenos psicológicos lamacentos e pegajosos por causa da falta de coragem para fazer o que se sabe precisa ser feito.

Há pessoas que gostam de olhar para outras, e, admiradas, exclamar, “Como você é corajosa!”. Como se isso fosse um dote que a natureza deu de presente, e não uma conquista suada, ao alcance de todos.Ter coragem não exclui passar sufoco, ficar angustiados, ter dúvidas e penar. Para ter coragem é preciso ter a dignidade de sacudir a poeira do comodismo e tomar uma atitude. Todo movimento que chacoalha o que está parado vai trazer “problemas”. A coragem sempre sacode, se não fosse assim não seria preciso de coragem para fazer determinadas coisas. A coragem obriga a enfrentar nossos pontos fracos. Por este motivo, há quem opte por “manter as coisas como estão”… e continuar vivendo à luz da covardia. Continuar lendo

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