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Ditadura digital promovida pelo deputado Cláudio Cajado?

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Há uma semana no cargo, o deputado e novo procurador-geral da Câmara, Cláudio Cajado (DEM-BA), justificou a censura afirmando que ninguém pode publicar algo ofensivo aos parlamentares. “Uma coisa é boa informação, outra coisa é informação incorreta. Ninguém pode publicar algo ofensivo, inverídico. Quando isso acontece, temos que levar a questão à frente”, declarou o parlamentar à publicação.

Agora, uma decisão liminar da Justiça comum de Brasília determinou que o Google retire do ar vídeos e textos de blogs com informações que os parlamentares consideram ofensivas aos deputados. A primeira decisão beneficia o deputado Antonhy Garotinho (PR-RJ), líder da bancada na Câmara, que teve 11 vídeos divulgados pelo Google e que agora devem ser retirados do ar. Os deputados Dudu da Fonte (PP-PE ), José Carlos Araújo (PP-BA) também ganharam liminar na Justiça e os blogs com ofensas aos dois serão retirados do ar. Caso não cumpra a ordem, a empresa fica sujeita à multa de até R$ 50.000,00.

 

A Procuradoria da Câmara quer controlar a internet para retirar do ar comentários e vídeos que não agradam os deputados federais. O órgão da Casa diz receber constantemente reclamações de vídeos postados e textos em blogs que os parlamentares considerados ofensivos, de acordo com matéria do Correio Braziliense. Desde janeiro do ano passado, foram cerca de 30 reclamações, segundo a assessoria da Câmara. E a maior parte delas diz respeito a material publicado no site do Youtube e no portal Blogger, marcas pertencem ao Google.

Mas que vídeos e textos são esses? Se você, caro leitor, souber, por favor, poste para nós nos comentários.

Revoltados, os internautas, em sua maioria, não gostaram da atitude dos parlamentares de censurar conteúdo que não lhes agradou e criaram uma petição online contra a decisão (preencha os dados para assinar):
http://www.avaaz.org/po/petition/Queremos_ser_Livres_Para_ir_e_vir_neste_Pais_chamado_Brasil/?aXQSrbb

Fontes:

 

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A GLOBO SE PROTEGE!


MERDTV X REDE GLOBO

Quem ganha esta luta?

Globo VS MerdTV
“Tem certos assuntos que dão uma preguiça. Um deles, pelo menos para mim, é a rede Globo. Empresa nascida no período militar, abençoada pela Time Life, veio para criar a idéia de um “estado nacional”, sob o ponto de vista dos militares, é claro. Depois, ao longo da sua vida como empresa, sempre de braços dados com o poder. Não importa qual seja. E, nesses anos todos, o jornalismo que pratica é o que interessa aos donos do poder. Ou seja, no mais das vezes, nem jornalismo é. Propaganda, como bem diz Noam Chomsky. É certo que, vez ou outra, um determinado repórter escapa dessa lógica e consegue produzir jornalismo de qualidade, mas é raro. O que também às vezes ocorre é que, como ensinou Adelmo Genro, alguns fatos por si mesmo são tão eloqüentes que transcendem qualquer possibilidade de manipulação. Mas, o que é certo é que o jornalismo global é porta-voz do poder. Não se importa com a vida das gentes, essa gente real, que luta e protesta.

Assim, não pode causar espanto que existam por aí afora pessoas que sintam vontade de repudiar com mais veemência essa prática nefasta de mau jornalismo. Há os que fazem análises ácidas, mas se comportam de forma respeitosa. Há os que escracham, os que xingam, os que são bem deselegantes. Mas há também os que chutam o balde mesmo. Talvez porque tenham aprendido que no Brasil tentar fazer as coisas “por dentro da ordem” não dá muito resultado. Por isso, por aí andam esses que fazem aparições nos momentos em que os repórteres globais estão ao vivo.

Outro dia acabaram derrubando uma repórter e o caso virou notícia nacional através das redes sociais. Enfastiada, acabei lendo bastante coisa que saiu e não me surpreendeu que a maioria dos comentários fosse de repúdio aos manifestantes. Alguns chegaram a dizer que era um ataque ao jornalismo. Bueno, ainda com preguiça, resolvi entrar no assunto.

Lembrei de uma campanha salarial que fizemos em Santa Catarina na qual se desencadeou a “operação papagaio de pirata”. Nela, alguns colegas se postavam atrás dos repórteres da RBS que entrassem ao vivo, protestando, com cartazes, sobre os baixos salários no estado. Foi um momento histórico da luta dos jornalistas em Santa Catarina, até hoje lembrado com orgulho. Não era um ataque ao “jornalismo”, mas um ousado e criativo protesto contra a rede que mais explorava jornalistas naqueles dias. E não foram poucos os que condenaram a eficaz forma de luta dos jornalistas, alguns apelando para o que chamavam de “desrespeito aos colegas”. Ora, não era. Pelo contrário. Era amor pelos companheiros explorados.

Assim, vejo esses ataques que andam acontecendo junto aos repórteres da Globo como um saudável protesto contra os péssimo serviços da emissora. E, finalmente, um protesto que se pode ver, justamente pela radicalidade do grupo. Não os comparo com vândalos ou baderneiros. Devem ser criaturas que querem ser escutadas e encontraram nessa forma a mais eficaz. E vejo que tem dado certo.

Talvez isso leve os big boss da Globo a pensar um pouco sobre o que andam fazendo. Que tipo de jornalismo é esse que, num país democrático, precisa de segurança para se fazer? Não seria isso um sintoma claro de que algo está podre no reino da platinada? Perguntas que qualquer profissional sério se faria. Mas, qual! A primeira resposta da Globo foi, pasmem, demitir os trabalhadores que faziam a segurança da equipe. E a segunda atitude foi anunciar que agora os repórteres que entrarem ao vivo serão cercados por um aparato de proteção contra vândalos. Interessante isso! Mais uma trincheira impedindo a verdade de entrar.

Eu, aqui da periferia da periferia, no sul do sul, não tenho dúvidas. Esse povoa aí não está agredindo as pessoas, nem o jornalismo. Estão protestando contra a mentira, a manipulação e ao descaso com a vida real. E quer saber? Gosto disso!”
E não só a TV Globo foi alvo de manifestações em outubro. No dia 28, aproximadamente 50 pessoas dos movimentos “Anonymous” e “Ocupa Sampa” entraram no prédio da Editora Abril para protestar contra a revista “Veja”, que estampou na capa da edição do dia 22 a máscara símbolo do “Anonymous” para ilustrar uma reportagem sobre o combate à corrupção. Eles alegaram que não querem ver a imagem do grupo atrelada à revista.

Falta de alternativa

Para o sociólogo e jornalista Lalo Leal Filho, essas manifestações são uma atitude desesperada diante da falta de alternativas. “É a consequência da arrogância e da insensibilidade daqueles que controlam alguns dos grandes veículos de comunicação. Se todos os canais de diálogo democrático estão fechados, acaba só restando a ação direta. Tudo isso é um sintoma da insatisfação da sociedade com a situação atual”, diz Lalo Filho.
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“O Brasil necessita, com urgência, de uma lei para o setor que garanta o direito de resposta, acabe com a concentração dos meios, amplie a participação da sociedade na produção e difusão de ideias e informações, regule a publicidade voltada para crianças e adolescentes, entre outras medidas. A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, foi feliz ao dizer que em seu país a Lei de Meios de Comunicação não foi criada ‘para controlar ninguém, mas para impedir que o povo seja controlado’. É disso que precisamos”, avalia Lalo Filho, que também é fundador da ONG Tver, voltada para o acompanhamento da qualidade da televisão brasileira.   Por- Elaine Tavares
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Elegante!

Veja a verdade e pense um pouco antes de assistir Zorra Total.

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